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Deveres do Estado em tempos de carestia (Rio de Janeiro, 1850-1860)

Resumo

Na década de 1850, o Rio de Janeiro enfrentou uma longa crise de carestia, que pôs em debate qual o papel a ser desempenhado pelo Estado numa conjuntura na qual a população não tinha assegurado o acesso aos gêneros essenciais. A proposta do artigo é analisar esse debate com base nas divergências entre o governo central e a municipalidade acerca dos valores e interesses que deveriam pautar a organização do mercado de alimentos. O trabalho também pretende abordar o confronto entre diferentes modelos de regulação do mercado, o declínio do paternalismo como mediação institucional das relações sociais, a preocupação das autoridades com os clamores da opinião pública, assim como o enfrentamento da crise pelos trabalhadores da cidade.

Palavras-chave

Estado imperial, Câmara Municipal, Rio de Janeiro

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Biografia do Autor

Juliana Teixeira Souza

Doutora em História Social pela UNICAMP, Universidade Federal do Rio Grande do Norte.


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