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Imagens da cidade, vestígios da festa: memória, preservação e acesso ao acervo iconográfico do Correio da Manhã

Resumo

O presente artigo analisa o acervo iconográfico do jornal Correio da Manhã, atualmente custodiado pelo Arquivo Nacional, destacando aspectos relacionados à sua organização, preservação e às possibilidades de acesso e interpretação desse conjunto documental. A partir das transformações editoriais ocorridas entre 1969 e 1974 e da posterior trajetória de salvaguarda institucional até sua incorporação definitiva ao Arquivo Nacional em 1982, discutem-se os impactos políticos, econômicos e documentais decorrentes da censura e das pressões exercidas pelo regime militar brasileiro sobre o periódico. Fundamentado nos parâmetros da ISAD(G) e na descrição multinível, o tratamento arquivístico do acervo possibilitou a contextualização, recuperação e mediação das informações, mantendo as relações orgânicas inerentes à constituição documental do fundo. A análise dos dossiês iconográficos evidencia registros relacionados ao carnaval carioca, às manifestações populares e às dinâmicas sociais da cidade do Rio de Janeiro ao longo do século XX, revelando o valor dos documentos fotográficos enquanto suportes de memória, patrimônio documental e representação social. Conclui-se que a organização arquivística do acervo fortalece não apenas sua preservação física e intelectual, mas também suas possibilidades de difusão cultural, interpretação crítica e acesso socialmente ampliado.

 

Palavras-chave

Acervo Iconográfico, Descrição Arquivística, Memória Coletiva

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