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Mano Eloy em Negro Muro: Memórias afetivas e história pública no Império Serrano

Resumo

A busca por enfrentar o esquecimento e o apagamento de trajetórias de personagens negros como Eloy Anthero Dias, o Mano Eloy, faz parte de um movimento de conferir visibilidade aos pioneiros da luta antirracista no Brasil. Em um diálogo entre a arte urbana e a pesquisa histórica, o projeto Negro Muro está colorindo espaços e criando lugares de memórias afetivas nos muros da cidade do Rio de Janeiro. O Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano ganhou, em seu muro de entrada, cores de sua história em homenagem ao seu fundador Mano Eloy, um indivíduo que, em seu tempo, lançou mão de diferentes frentes de ação na luta pela cidadania. Um homem que não abdicou de dançar o jongo, fazer seu samba, fundar escolas de samba, manifestar sua religiosidade afrobrasileira e estar à frente dos sindicatos portuários do Rio de Janeiro. Construindo, junto com seus companheiros, o que entendemos como cultura afro-carioca.

Palavras-chave

História Pública, Memórias afetivas, Cultura Afrocarioca

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Biografia do Autor

Alessandra Tavares

Doutora em História pelo PPHR da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).


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