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Descolonizando o conhecimento: O Cais do Valongo como lugar de memória da escravidão no Brasil e estratégia de Reparação

Resumo

Este artigo tem como objetivo demonstrar como a constituição e o reconhecimento dos lugares de memória da escravidão no Brasil são estratégias para descolonizar o conhecimento. Para isso, foi utilizado como método uma revisão bibliográfica temática sobre a memória da escravidão no Brasil, uma análise do inventário dos lugares de memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil, além de uma reflexão sobre o Cais do Valongo, localizado na cidade do Rio de Janeiro, no território conhecido como Pequena África. Os resultados deste estudo indicam que investir em lugares de memória não apenas contribui para a visibilidade da história da população negra, mas também representa uma forma de reparação. Além disso, os lugares de memória da escravidão trazem à tona perspectivas de conhecimento adicionais, uma vez que celebram a luta dos africanos e de seus descendentes na diáspora.

Palavras-chave

Cais do Valongo, Memória da escravidão, Descolonização do conhecimento

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Biografia do Autor

Sebastião Alves da Rocha

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos – UFBA.


Referências

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