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Florestas e Ribeiras no Império Português: o caso do Rio de Janeiro

Resumo

A indústria de construção naval não poderia deixar de se constituir como uma atividade basilar na constituição do primeiro grande império ultramarino moderno – o português. Neste artigo, aborda-se, em primeiro lugar, o desenvolvimento do sistema técnico-tecnológico de construção naval lusitano e seu posterior processo de transferência para o Brasil, algo que não ocorreu sem conflitos político-econômicos. Em seguida, examina-se a conjuntura desse setor econômico na cidade do Rio de Janeiro do final do século XVIII e início do XIX, dando-se ênfase ao Arsenal de Marinha, instrumento par excellence da administração luso-brasileira na produção e manutenção de sua frota.

Palavras-chave

indústria naval, Império Português, Brasil, Rio de Janeiro colonial tardio

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Biografia do Autor

Diogo de Carvalho Cabral

Geógrafo, Mestre em História Social e Doutorando em Geografia pelo PPGG/UFRJ.


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