Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

Mulheres do samba: Representações de gênero, raça e geração em Clementina de Jesus

Resumo

A partir dos anos 1960, com a áurea de autenticidade colada à sua musicalidade, Clementina de Jesus fora integrada como intérprete ao rol das grandes cantoras brasileiras. Ao concretizar essas lembranças em seu canto e sua mimese, Clementina seria considerada ícone da história de um grupo negro, uma história em muito silenciada e desvalorizada. Junto com Clementina, uma geração de compositores e cantores de samba das periferias urbanas cariocas foi redescoberta e apresentada por um grupo de intelectuais de esquerda para um público de classe média. Clementina enquadra-se nesse modelo pensado pelos intelectuais do samba, que buscaram na cultura popular uma expressão de nossa brasilidade mais autêntica. Contudo, observa-se que esse enquadramento encontrou caminhos próprios daquele pretendido pelos intelectuais da época. A Esse artigo busca analisar as novas representações que recaem sobre o corpo negro de Clementina de Jesus. Como também o seu protagonismo e o agenciamento, a partir do potencial de sua presença de sua voz na mídia e junto ao seu público dos seus shows

Palavras-chave

Clementina de Jesus, Mulheres Negras, Samba, Identidade, Cultura Popular, Representações Sociais, Mediadores

PDF

Biografia do Autor

Gabriela Borges Antunes

Doutora em sociologia pelo departamento de Ciências Sociais da UnB.


Referências

  1. BEVILÁCQUA, Adriana Magalhães et ali. Clementina, cadê você? Rio de Janeiro: LBA/Funarte, 1998.
  2. BRITO, Clovis C. A Economia Simbólica dos Acervos Literários: itinerários de Cora Coralina, Hilda Hilst e Ana Cristina César. Tese de Doutorado. Departamento de Sociologia, UnB, 2011. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69922011000200018
  3. BOURDIEU, Pierre. A Economia das Trocas Simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1974.
  4. CARDOSO, Claudia P. Outras Falas: feminismos na perspectiva das mulheres negras brasileiras. Tese de Doutorado. Salvador PPGNEIM/UFBA, 2012.
  5. CARVALHO, Dalila V. “Helza Camêu (1903-1995) e Joanídia Sodré (1903-1975): a construção “feminina” de carreiras “masculinas” no universo da música erudita”. Dossiê Expressões Artísticas e Mulheres. Arquivos CMD. UnB, Vol. 2, n.2. Brasília, 2014. DOI: https://doi.org/10.26512/cmd.v2i2.7501
  6. CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Ed. Civilização, 1989.
  7. COLLINS, Patrícia H. Black Feminist Thought: knowlegde, consciouness, and politics of empowerement. New York / London: Routledge, 2000.
  8. COSTA, Claudia J. de Lima. “Equivocação, tradução e interseccionalidade performativa: observação sobre ética e prática feministas decoloniais”. In BIDASCA, Karina Andrea, Legados genealogias e memórias poscoloniales. Buenos Aires: E. Godot, 2014.
  9. DINIZ, André; CUNHA, Diogo. Nelson Sargento: samba da mais alta patente. Rio de Janeiro: Ed: Oficina do Parque, 2012.
  10. FERNANDES, Wagner. Clara Nunes: a guerreira da utopia. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.
  11. FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. São Paulo: Graal, 2003.
  12. GILROY, Paul. O Atlântico Negro. São Paulo: Editora 34, 2012.
  13. HALBWACHS, Maurice. A Memória Coletiva. São Paulo: Vértice, 1990.
  14. HALL, Stuart. Da diáspora: identidade e mediações. Belo Horizonte: UFMG, 2003.
  15. HALL, Stuart. Cultura e Representação. Rio de Janeiro: PUC-Rio: Apicuri, 2016.
  16. LUGONES, María. “Feminismo, epistemologia e apostas decoloniais en Abya Yala”. In Yuderlys. Espinosa Mimoso, Dianna Gomez, Karina Ocho Menoz. Colonialidade e Gênero. Popayan: Ed. Univ. Del Cauca, 2014.
  17. MICELI, Sergio. Relegação Social e Chance Literária. In Eleotério, Maria de L. Vidas de Romance: as mulheres e o exercício de ler e escrever no entre século (1890–1930). Rio de Janeiro: Topbooks, 2005.
  18. MOREIRA, Núbia R. A Presença das Compositoras no Samba Carioca: um estudo da trajetória de Tereza Cristina. Tese de Doutorado. Departamento de Sociologia, UnB, 2013.
  19. NAPOLITANO, Marcos. A Síncope das Ideias: a questão da tradição na música popular brasileira. São Paulo: Ed. Fundação Perseu Abramo, 2007.
  20. ORTIZ, Renato. Cultura Brasileira e Identidade Nacional. São Paulo: Brasiliense, 2012.
  21. PERROT, Michelle. As mulheres ou os silêncios da história. Bauru, SP: Edusc, 2005.
  22. PERROT, Michelle. Minha História das Mulheres. São Paulo: Ed. Contexto, 2015.
  23. SANDRA, Harding. Ciência e Feminismo. Madrid: Morata, 1996.
  24. SCHWARCZ, Lilia Moritz. Nem Preto nem Branco, muito pelo contrário. Cor e Raça na sociabilidade Brasileira. São Paulo: Ed. Claro Enigma, 2012.
  25. demanda. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
  26. SILVA, Luciana L da. Rosa de Ouro: luta e representação política na obra de Clementina de Jesus. Tese de Mestrado. Niterói, UFF, 2011.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.