“Minha verdade”: O feminismo negro de Dona Ivone Lara
Resumo
Este artigo discute a trajetória de Dona Ivone Lara buscando destacando aspectos de sua feminilidade negra. Argumenta-se que sua inserção no universo da escola de samba Império Serrano e posteriormente sua projeção para o mercado de música foram construídas a partir de uma ética própria que materializa um modo particular de exercício de um feminismo negro. Sem ser explicitamente militante e apresentando, de certa forma, uma aproximação conservadora com os papeis historicamente designados às mulheres, Dona Ivone contribuiu para transcender limites e barreiras, articulando negritude e feminilidade.
Biografia do Autor
Felipe Trotta
Musicólogo, doutor em Comunicação e professor do Departamento de Estudos Culturais e Mìdia da UFF.
Referências
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