Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

Mulher, mãe e trabalhadora: a luta pela estabilidade do emprego da trabalhadora gestante na Justiça do Trabalho (Minas Gerais, décadas de 1960-70)

Resumo

O processo de industrialização, acelerado a partir dos anos 1950, ocasionou transformações no mercado de trabalho, sobretudo em relação ao emprego das mulheres. Discutir a maternidade e as oportunidades de emprego se tornava cada vez mais fundamental na luta contra as discriminações de gênero e por direitos trabalhistas que garantissem a permanência das mulheres no emprego. Um desses direitos é a estabilidade do emprego da trabalhadora gestante, objeto deste artigo, através do qual pretende-se refletir sobre o papel da Justiça do Trabalho em sua conformação. Isso se dará por meio da análise dos dissídios coletivos julgados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região entre 1975 e 1980. Apesar de já haver debates sobre tal tema nas instituições legislativas, intensificados a partir da década de 1950, foi por meio da Justiça do Trabalho que as mulheres conquistaram direito tão importante para se alcançar uma relação de trabalho mais igualitária. O direito à estabilidade, depois integrado à Constituição Democrática de 1988, marca uma conquista importante das trabalhadoras dentro da história da Justiça do Trabalho, que, neste ano, celebra seus 80 anos.

Palavras-chave

Justiça do Trabalho, Maternidade, Estabilidade

PDF

Biografia do Autor

Paulo Henrique Silveira Damião

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Professor substituto da rede estadual de ensino de Minas Gerais.


Referências

  1. CHITRA, Joshi. Além da polêmica do provedor: mulheres, trabalho e História do Trabalho. Revista Mundos do Trabalho, v. 1, n. 2, 2009. DOI: https://doi.org/10.5007/1984-9222.2009v1n2p147
  2. FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2007.
  3. FRACCARO, Gláucia. Os direitos do trabalho: feminismo e trabalho no Brasil (1917-1937). Rio de Janeiro, FGV Editora, 2018.
  4. FRENCH, Jhon D.; CLUFF, Mary Lynn Pedersen. As mulheres e a mobilização operária na época do pós-guerra em São Paulo, 1945-1948. História Social, Campinas, n. 7, 2000.
  5. MARQUES, Teresa Cristina Novaes. A regulação do trabalho feminino em um sistema político masculino, Brasil: 1932-1943. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 29, nº 59, pp. 667-686, set-dez. 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/s2178-14942016000300006
  6. MOREL, Regina Lúcia M.; PESSANHA, Elina G. da Fonte. “A Justiça do Trabalho”. Tempo Social: revista de Sociologia da USP, v. 19, n. 2, nov. 2007, p. 87-109. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-20702007000200003
  7. PALERMO, Silvana Alejandra. Masculinidade, conflitos e solidariedades no mundo do trabalho ferroviário na Argentina (1912-1917). Mundos do Trabalho, Florianópolis, v. 1, n. 2, 2009. DOI: https://doi.org/10.5007/1984-9222.2009v1n2p94
  8. PERROT, Michelle. Minha História das Mulheres. São Paulo: Contexto, 2007.
  9. POPINIGIS, Fabiane; TERRA, Paulo Cruz. “Classe, Raça e a História Social do Trabalho no Brasil (2001-2016)”. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 32, nº 66, jan.-abr. 2019, p. 307-329. DOI: https://doi.org/10.1590/s2178-149420190001000015
  10. SILVA, Alessandra Belo Assis. Os trabalhadores têxteis e sua luta por direitos na Justiça do Trabalho (Juiz de Fora, década de 1950). 2014. 187f. Dissertação (Mestrado em História). Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora.
  11. SILVA, Fernando Teixeira da. Trabalhadores no Tribunal: conflitos e Justiça do Trabalho em São Paulo no contexto do Golpe de 1964. 2ª ed., rev. e ampl. São Paulo: Alameda, 2019.
  12. SOUZA-LOBO, Elizabeth. A classe operária tem dois sexos: trabalho, dominação e resistência. São Paulo: Brasiliense, 1991.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.