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Entre ‘Bernardas’ e Revoluções: a Revolta da Cachaça e a historiografia colonial*

Resumo

Eclodida entre os meses de novembro de 1660 e abril de 1661, a revolta ocorrida na capitania do Rio de Janeiro ficou conhecida como Revolta da Cachaça por exatamente ter sido realizada por produtores deste gênero que se sentiram tolhidos por conta das restrições impostas pela Companhia Geral do Comércio do Brasil, em 1649, dentre outros motivos. Todavia, mesmo o movimento fluminense tendo sido um dos principais responsáveis pela alteração do papel daquela capitania no Império Ultramarino português, as visões historiográficas sobre o episódio oscilam entre reduzi-lo a meras bernardas ou hipertrofiá-lo, dotando-o de perfis revolucionários. Desta feita, o presente artigo pretende analisar o que foi o movimento dos proprietários de terras gonçalenses contra a família Sá através de suas interpretações, buscando entender as motivações dessa dualidade historiográfica.

Palavras-chave

movimentos sociais, América portuguesa, historiografia

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Biografia do Autor

Antonio Filipe Pereira Caetano

Doutor em História.


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