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Os presidentes de futebol e a sua magia: memória, identidade e monumentalização no Flamengo e no Fluminense

Resumo

Este artigo examina a trajetória de dois presidentes de clubes na cidade do Rio de Janeiro — Flamengo e Fluminense; Gilberto Cardoso e Arnaldo Guinle — que se tornaram verdadeiros ícones da memória coletiva dos seus respectivos clubes. Em ambos os casos, nas sedes sociais respectivas, foram construídas estátuas em homenagem a eles. Nesse sentido, os clubes de futebol operam como microcosmos do Estado- -Nação. Nestes espaços, o papel da política e, sobretudo, dos presidentes é central. Os presidentes dos clubes de futebol apresentam-se como representantes dos clubes e dos seus torcedores e portam-se, na esfera pública, como responsáveis por emanar uma identidade coletiva. Que motivos levaram estes dois dirigentes a serem alçados a memória coletiva de cada clube? O que estes motivos nos dizem sobre a forma como o clubismo é estruturado como trama social e simbólica?

Palavras-chave

Memória Coletiva, Presidentes de Futebol, Representação

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Biografia do Autor

Luiz Guilherme Burlamaqui

Doutor em História Social pela USP. Professor do Instituto Federal de Brasília.


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