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“O football não tem culpa”: a queda da arquibancada do São Cristovão e os dilemas do futebol profissional do Rio de Janeiro nos anos 1940

Resumo

No início dos anos 1940, o futebol profissional carioca dava os seus primeiros passos. Não foram tempos fáceis. Jogos desinteressantes, times desnivelados e estádios acanhados afastavam o público e despertavam calorosos debates na imprensa sobre os rumos do desporto na cidade. Em 1943, um acontecimento trágico ampliou o debate sobre a organização do futebol profissional. Em um jogo entre São Cristovão e Flamengo realizado no estádio da Rua Figueira de Melo, as arquibancadas de madeira superlotadas cederam e mais de duzentos torcedores ficaram feridos. A comoção popular abriu caminho para o fortalecimento de uma campanha que envolveu jornalistas, clubes e até o presidente da República, Getúlio Vargas, para a construção de um novo estádio na cidade. O objetivo deste artigo é investigar a cobertura jornalística de um dos maiores acidentes da história do futebol da cidade do Rio de Janeiro ocorrido em 1943, analisando como essa tragédia esteve articulada aos dilemas da profissionalização do futebol na cidade e acabou sendo um dos principais fatores para a construção do Estádio Municipal do Rio de Janeiro, que anos depois ficou conhecido como Maracanã.

Palavras-chave

Futebol Profissional, Rio de Janeiro, Estádio Municipal

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Biografia do Autor

Renato Coutinho

Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense e Professor Adjunto de História do Brasil Republicano no Instituto de História da Universidade Federal Fluminense.


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