Os arquivos públicos estaduais brasileiros nas redes sociais virtuais: a entropia na comunicação com o usuário
Resumo
As plataformas digitais da chamada web 2.0, mais especificamente as redes sociais, não devem ser apenas vistas como meio de entretenimento e de divulgação. Suas possibilidades podem ir além devido as suas ferramentas, que possibilitam alcançar outros objetivos e participação popular, fazendo a instituição arquivística se aproximar de seu usuário. Na estratégia metodológica foi proposto um mapeamento dos arquivos estaduais que utilizam as redes sociais (virtuais). Observou-se alguns problemas no uso dessas ferramentas pelos arquivos públicos estaduais, algumas vezes gerando entropia na comunicação com o usuário. Este artigo, além de problematizar o uso feito das redes sociais virtuais pelos arquivos públicos estaduais, aborda também a teoria ator-rede originária da sociologia e antropologia social, por entender a importância do elo entre os atores (instituições e usuários) e seus respectivos laços. Esse tema permite uma interdisciplinaridade da arquivologia com áreas como a comunicação e a sociologia.
Palavras-chave
Arquivos Públicos Estaduais, Redes sociais virtuais, Comunicação
Biografia do Autor
Diogo Baptista Pereira
Mestre em Gestão de Documentos e Arquivos pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (PPGARQUNIRIO), Arquivista pela UNIRIO, licenciado e bacharel em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), bolsista da Casa de Oswaldo Cruz (COC/FIOCRUZ).
Eliezer Pires da Silva
Doutor em Memória Social pelo PPGMS-UNIRIO, Mestre em Ciência da Informação e bacharel em Arquivologia pela UFF, Arquivista do Arquivo Nacional (AN), docente e diretor da Escola de Arquivologia da UNIRIO.
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