Aldeia Maracanã: militância política de protagonismo indígena na cidade do Rio de Janeiro
Resumo
No ano de 2006, iniciou-se, na cidade no Rio de Janeiro, ao lado do estádio do Maracanã, uma ocupação indígena urbana, hoje conhecida como Aldeia Maracanã. Enfrentando projetos de reforma urbana que contrariavam seus interesses, passando por remoções violentas e dissidências internas, a ocupação sobreviveu, e hoje ocupa e revitaliza uma área até maior que no início, onde promove e abriga eventos culturais, artísticos, ecológicos e políticos. Através de trabalhos acadêmicos produzidos sobre o tema, reportagens publicadas ao longo dos anos de existência da aldeia e da própria vivência em campo deste autor, especialmente enquanto desenvolvia sua dissertação de mestrado sobre o tema, recontaremos a história da ocupação, dividindo-a em três momentos distintos, onde as desocupações violentas de março de 2013 e dezembro de 2013 serão os pontos de separação. Esperamos, ao final, ter contribuído para a compreensão sobre como começou, como se desenvolveu e em que estado se encontra esta que é uma relevante experiência de ocupação indígena urbana na história do país.
Palavras-chave
Movimentos indígenas, Indígenas em contexto urbano, Aldeia Maracanã
Biografia do Autor
Vinicius Pereira dos Santos
Mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
Referências
- COSTA, Daniele Ferreira da. Quando os índios vêm para a cidade: magia e narrativa no Instituto Tamoio dos Povos Originários. 2011. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais). Departamento de Sociologia e Política. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011.
- CRUZ, Olímpio. Cauiré Imana, o cacique rebelde. Brasília: Thesaurus, 1982.
- DOMINGUES, João Luiz Pereira. A diversidade atrofiada: políticas de regulação urbana e movimentos culturais insurgentes na cidade do Rio de Janeiro. 2013. Tese (Doutorado em Planejamento Urbano e Regional), Programa de Pós-Graduação e Planejamento Urbano e Regional, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013.
- GOMES, Mércio Pereira. Os Índios e o Brasil. São Paulo: Editora Contexto, 2012.
- JESUS, Carolina Camargo de. O canto do Tamoio. 2009. Monografia (Graduação em História), Departamento de História, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2009.
- MARTINS, Gonçalves Dalila. Cocar e universidade: um paradigma híbrido. 2014. Dissertação (Mestrado em Educação), Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares, Instituto de Educação/Instituto Multidisciplinar, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2014.
- SÁ, Luiza Vieira. Rondon: o agente público e político. São Paulo: EdUSP, 2009.
- SANTOS, Vinicius Pereira dos. A Resistência da Aldeia Maracanã: um ponto de oxidação pela “revolução ferrugem”. 2016. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais), Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Instituto de Ciências Humanas e Sociais/Instituto Multidisciplinar/Instituto Três Rios, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2016.
- TATAGIBA, Luciana. 1984, 1992 e 2013. Sobre ciclos de protesto e democracia no Brasil. Revista Política e Sociedade, UFSC, v. 13, n. 28, Florianópolis-SC, set./dez. 2014. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/politica/article/view/2175-7984.2014v13n28p35. Acesso em: 13 fev. 2016, às 15:00. DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7984.2014v13n28p35
- WERNECK, Marcela. Patrimônio digital e ciberativismo: a defesa da Aldeia Maracanã no Facebook. 2015. Dissertação (Mestrado em Memória Social), Programa de Pós-Graduação em Memória Social, Centro de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.
- Entrevista com Carol Potiguara, realizada no dia 26/03/2016, gravada em áudio.
- Entrevista com o Sr. José Urutau Guajajara, realizada no dia 07/11/2015, gravada em áudio