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Festas e resistência negra no Rio de Janeiro: batuques escravos e as comemorações pela abolição em maio de 1888

Resumo

As últimas décadas do século XIX foram marcadas por um debate parlamentar e na imprensa sobre o peso da escravidão. Ao mesmo tempo, homens e mulheres negros, livres e escravizados, resistiram à escravidão e ao seu legado evitando também o extermínio da sua cultura. O fim da escravidão foi celebrado com festas realizadas pela imprensa e também por aqueles que utilizaram as vielas de uma cidade negra, o Rio de Janeiro, para celebrar a liberdade. Esse texto trata das festas negras, reprimidas durante a escravidão e realizadas pelos egressos do cativeiro em maio de 1888. Homens e mulheres livres e pobres também estão entre aqueles que celebraram a abolição a partir de códigos já existentes e presentes nos batuques no interior das casas e terreiros da cidade, resistindo às ordens de como celebrar a liberdade. A imprensa do Rio de Janeiro reproduziu algumas notícias sobre as festas reprimidas em fazendas, as restrições à liberdade dos ex-escravos promovidas por antigos senhores e analisou a participação da população nas festas de maio de 1888. Deste modo, esse texto insere a festa como um instrumento de resistência e reivindicação de espaços sociais e culturais na Corte.

Palavras-chave

Abolição, Festa, Rio de Janeiro

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Biografia do Autor

Renata Figueiredo Moraes

Graduada e mestre em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), doutora em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e professora adjunta de História do Brasil na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).


Referências

  1. O ChatGPT disse:
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