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O governo dos engenhos de açúcar no recôncavo da Guanabara — século XVIII

Resumo

O objetivo deste artigo é o de aferir o número de engenhos de açúcar do Recôncavo da Guanabara fluminense, ao longo do século XVIII, assim como analisar os elementos que contribuíram para o bom (permanência) e o mau (falência) governo desses engenhos, tendo em vista que a atividade açucareira foi a porta de entrada para a nobreza do Rio de Janeiro setecentista. Deste modo, tentaremos responder as seguintes perguntas: quantos engenhos de açúcar estiveram em funcionamento na capitania do Rio de Janeiro? Dos que se tornaram fogo morto, ou seja, deixaram de funcionar, quais foram os motivos que levaram algumas famílias à bancarrota? O que fez surgirem novos engenhos? Esclareço que o uso do termo ‘governo’ fez parte do vocabulário social da época recortada, e que a escolha do verbete não foi ao acaso, sendo utilizado também na esfera doméstica

Palavras-chave

Engenho de açúcar, Rio de Janeiro, Governo

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Biografia do Autor

Ana Paula Souza Rodrigues Machado

Doutoranda em História pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e bolsista da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).


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