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“Raízes Negras Dispersas”: assenhoreamento no pós-abolição do antigo município de Iguassú (1888-1940)

Resumo

Pouco se sabe sobre os últimos anos do período do cativeiro e do pós-abolição na Baixada Fluminense, e muito menos sobre os locais de moradias da população egressa do cativeiro. Neste artigo, pretende-se analisar os 50 anos posteriores à abolição, com a finalidade de construir um contexto dos locais de moradias dos descendentes diretos e indiretos de ex-escravizados. Do mesmo modo, identificar os motivos pelos quais, até o presente momento, não foi possível encontrar comunidades negras remanescentes de quilombolas extensas. Para atingir este objetivo serão analisados os censos, os registros civis de nascimento e bibliografia secundária da Baixada Fluminense. O presente artigo é uma versão estendida da comunicação apresentada no Seminário “Raízes Negras: do Iguassú à Nova Iguaçu”, ocorrido no ano de 2012, quando a sociedade civil — na liderança do Procurador Geral do Município de Nova Iguaçu —se organizou para delimitar políticas públicas de auxílio às comunidades remanescentes de quilombo da Baixada Fluminense. O que não se concretizou.

Palavras-chave

Migração, Quilombo, Pós-Abolição

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Biografia do Autor

Carlos Eduardo C. da Costa

Doutor em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor adjunto C3 e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).


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