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Concepção e Urbanização do Aterro do Flamengo: o debate técnico e intelectual entre a engenharia e a arquitetura moderna

Resumo

Este artigo desenvolve uma interpretação sobre o processo de criação do setor de engenharia de tráfico no Rio de Janeiro a partir da interlocução do engenheiro José de Oliveira Reis. Procura explicitar o referido processo e a organização da instância pública municipal responsável pelos problemas de transporte urbano, sistema viário que estiveram associados ao processo de urbanização do Distrito Federal. O escopo temporal foi delimitado entre o ano de criação da Divisão de Engenharia de Tráfego (1959) e a elaboração de importante trabalho de José de Oliveira Reis sobre as relações entre o Planejamento Urbano e a Engenharia de Tráfego (1966). Para explicitar as concepções e considerações da Engenharia de Tráfego no processo do Planejamento Urbano e urbanização do Rio de Janeiro elucidamos os embates profissionais sobre a realização do Aterro do Flamengo pela Comissão Especial para Execução do Aterro do Flamengo coordenada Maria Carlota Soares. Neste embate entre José de Oliveira Reis e Maria Carlota Soares são explicitadas as concepções urbanísticas dos profissionais ligados ao urbanismo modernista e os profissionais ligados urbanismo construído no âmbito da engenharia politécnica. Concepções que orientaram posicionamentos teóricos distintos na elaboração do plano urbanístico do Aterro do Flamengo.

Palavras-chave

Rio de Janeiro, José de Oliveira Reis, Plano de Urbanismo, Aterro do Flamengo

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Biografia do Autor

Rodrigo de Faria

Professor Associado I do Departamento de Teoria e História da Arquitetura e do Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB) e Pesquisador do Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Cidade da Universidade de Campinas (IFCHUNICAMP).


Referências

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