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Arremates e impostos: a atuação do Senado da Câmara na economia fluminense (1790-1807)

Resumo

O presente artigo tem sua análise centrada no Senado da Câmara do Rio de Janeiro e na sua atuação na economia fluminense, atentando para seus deveres e privilégios administrativos no período entre 1790-1807. Estudos apontam que o Senado da Câmara fluminense perdeu sua importância em relação ao Império português quando muitos de seus contratos passaram a ser administrados por outras instituições. Objetiva-se pensar se ocorreu de fato uma queda em seu prestígio no final do século XVIII, questionando se, a partir do novo funcionamento da Câmara, houve uma reformulação da economia do bem comum, postulada por João Fragoso para o Seiscentos. Assim, trataremos especificamente das arrematações dos talhos e dos impostos do sal e da baleia, a fim de demonstrar como funcionava a administração dos rendimentos e contratos fluminenses, ou seja, entender a economia colonial por meio da perspectiva do Senado da Câmara.

Palavras-chave

Administração colonial, Senado da Câmara do Rio de Janeiro, economia colonial

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Biografia do Autor

Maria Beatriz Gomes Bellens Porto

Doutoranda em História Social no Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


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