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Que lancem todos os dias os nomes, empregos e mais sinais: circulação escrava e tentativas de controle estatal nas leis municipais do Rio de Janeiro e de Havana na década de 1830

Resumo

O presente artigo pretende analisar a paridade entre as leis municipais produzidas pelas autoridades do Rio de Janeiro e de Havana durante a década de 1830 que tinham por objetivo maior o controle dos escravos urbanos alocados na ampla rede de serviços citadinos. Nesse período, a despeito da forte pressão britânica, ambas as cidades vivenciaram um significativo aumento do segmento escravo da sua população, crescimento este que era oriundo de escolhas muito semelhantes feitas pelas elites socioeconômicas do Brasil e de Cuba no intuito de manter a escravidão ao longo do século XIX.

Palavras-chave

Escravidão urbana, Rio de Janeiro, Havana

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Biografia do Autor

Ynaê Lopes dos Santos

Mestre e Doutora em História Social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Professora Adjunta do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas (CPDOC-FGV).


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