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“A última morada da infância”: representações e transformações dos lugares de sepultamento infantis nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo

Resumo

O presente artigo pretende examinar os modos e lugares de inumação de crianças, bem como outras práticas que tais espaços dão ensejo, conforme observados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo entre as primeiras décadas do século XIX e as do XX. Os objetivos deste artigo são dois: (1) através do exame das regulamentações com as quais a Igreja Católica no Brasil tentou ordenar a inumação de crianças, ponderar a respeito das representações eclesiásticas relativas à morte infantil e ao papel que tem nelas o sacramento do batismo, bem como avaliar em que medida tais normatizações foram seguidas, ou não, pelos fiéis; (2) procurar, a partir do escrutínio da simbologia presente nos túmulos de criança, entender melhor as representações envolvidas nesse modo particular de agir diante da morte infantil e suas transformações.

Palavras-chave

história da morte, história da infância, Brasil

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Biografia do Autor

Luiz Lima Vailati

Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo. Professor adjunto da Universidade Federal de Viçosa, MG.


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