Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

Análise das hipóteses sobre a origem da Capoeira por meio da etimologia ou de especulações sobre o vocábulo capoeira

Resumo

No campo da Capoeira, no intuito de desvendar a origem do jogo-luta, pesquisadores de diferentes áreas formularam um razoável número de hipóteses baseadas em especulações, e na concepção e definição da etimologia do termo capoeira. Isto fez aumentar os discursos divergentes sobre a origem desta prática corporal durante um longo período. Por um bom tempo, a maioria das pesquisas sobre a origem da Capoeira partiu da análise da etimologia do próprio vocábulo que nominou a prática. Este estudo teve como objetivo estudar a etimologia do vocábulo capoeira pelo viés da origem do jogo-luta da Capoeira. Foi possível constatar a complexa diversidade terminológica do vocábulo estudado. Também foi verificado que o Rio de Janeiro não foi somente o palco no qual surgiu a Capoeira, mas, inclusive, foi o local onde a prática corporal do jogo e luta denominada Capoeira começou a ser conhecida e nominada como tal.

Palavras-chave

capoeira, etimologia, Rio de Janeiro

PDF

Biografia do Autor

Ricardo Martins Porto Lussac

Bolsista de Doutorado do CNPq. PROPED – Universidade do Estado do Rio de Janeiro.


Referências

  1. ABREU, F. J. de. Capoeiras – Bahia, séc. XIX: imaginário e documentação, v. 1. Salvador: Instituto Jair Moura, 2005.
  2. AGCRJ. Memória da destruição: Rio – uma história que se perdeu (1889-1965). Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Culturas, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, 2002.
  3. ARAÚJO, P. C. de. Abordagens sócio-antropológicas da luta/jogo da capoeira. Portugal: Publismai – Departamento de Publicações do Instituto Superior Maia, Série Estudos e Monografias, 1997.
  4. ARAÚJO, P. C. de. O revivalismo africano e suas implicações para a prática da capoeira. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, ano 1, n. 1, p. 107-116, 2002.
  5. ARAÚJO, P. C. de. Capoeira: um nome – uma origem. Juiz de Fora, MG: Notas & Letras – Livraria & Editora, 2005.
  6. ARAÚJO, P. C. de; JAQUEIRA, A. R. F. Do jogo de imagens às imagens do jogo: nuances de interpretação iconográfica sobre a capoeira. Coimbra: Centro de Estudos Biocinéticos – Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, jun. 2008.
  7. AYROSA, P. Capoeira. Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, ano 7, v. 84, p. 344-346, jul./ago. 1942.
  8. BRETAS, M. L. Navalhas e capoeiras: uma outra queda. Ciência Hoje. Rio de Janeiro: SBPC, n. 59, nov. 1989.
  9. CAMPOS, H. Capoeira na escola. Salvador: Editora da Universidade Federal da Bahia, 1998.
  10. DA COSTA, L. (org.). Atlas do esporte no Brasil. Rio de Janeiro: CONFEF, 2006.
  11. DIAS, L. S. Quem tem medo da capoeira? Rio de Janeiro 1890-1904. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Culturas, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Divisão de Pesquisa, Coleção Memória Carioca v. 1, 2001.
  12. FERNANDES, N. da N. Escolas de samba: sujeitos celebrantes e objetos celebrados – Rio de Janeiro 1928-1949. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Culturas, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Divisão de Pesquisa, Coleção Memória Carioca v. 3, 2001.
  13. HEYNEMANN, C. B. Floresta da Tijuca: natureza e civilização no Rio de Janeiro – século XIX. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Divisão de Editoração, 1995.
  14. HOLLOWAY, T. H. O saudável terror: repressão policial aos capoeiras e resistência dos escravos no Rio de Janeiro no século XIX. Cadernos Cândido Mendes. CEAA, 16. Rio de Janeiro, 1989.
  15. KESSEL, C. A vitrine e o espelho: o Rio de Janeiro de Carlos Sampaio. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Culturas, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Divisão de Pesquisa, Coleção Memória Carioca v. 2, 2001.
  16. LIMA, M. C. Dicionário de capoeira. 2. ed. revista e ampliada. Brasília, 2006.
  17. LOPES, A. L. L. A volta do mundo da capoeira. Rio de Janeiro: Coreográfica Editora e Gráfica, 1999.
  18. LUSSAC, R. M. P. Da cabeça aos pés: a origem da capoeira: novos olhares sobre a gênese de um patrimônio cultural do Brasil. Dissertação (Mestrado) – PROCIMH, Universidade Castelo Branco, Rio de Janeiro, 2009.
  19. LYRA FILHO, J. Introdução à sociedade dos desportos. Rio de Janeiro: Block S.A, 1973.
  20. MARTINS, E. Vigiar para punir: os processos-crime de termos de bem viver. Texto integrante da dissertação de mestrado em História Política “Os pobres e os termos de bem viver: novas formas de controle social no Império do Brasil”. Departamento de História da UNESP de Assis – Faculdade de Ciências e Letras, 2003. Disponível em: [http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/art10.html](http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/art10.html). Acesso em: 29 ago. 2007.
  21. NORONHA, L. Malandros: notícias de um submundo distante. Rio de Janeiro: Relume Dumará, Prefeitura – Coleção Arenas do Rio, 12, 2003.
  22. OLIVEIRA, V. de. Frevo: capoeira e passo. Recife: Cia. Ed. de Pernambuco, 1971.
  23. PASSOS NETO, N. S. dos. Capoeira: os fundamentos da malícia. 8. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.
  24. PIRES, A. L. C. S. A capoeira na Bahia de todos os santos: um estudo sobre a cultura e classes trabalhadoras (1890-1937). Tocantins/Goiânia: NEAB/Grafset, 2004.
  25. REGO, W. Capoeira Angola: ensaio sócio-etnográfico. Salvador: Itapuã, Coleção Baiana, 1968.
  26. RIO DE JANEIRO. Rio: um olhar no tempo. Disponível em: [www.rio.rj.gov.br/rio_memória](http://www.rio.rj.gov.br/rio_memória). Acesso em: 30 abr. 2007.
  27. RIOS FILHO, Adolfo Moralles de. Capoeiras e capoeiragem. Rio Esportivo. 19 jul., 27 jul., 3 ago., 31 ago., 16 set. e 18 out. Rio de Janeiro, 1926.
  28. RUGENDAS, J. M. Viagem pitoresca através do Brasil. Tradução de Sérgio Milliet. Ilustrações de Rugendas. Belo Horizonte: Itatiaia, Coleção Reconquista do Brasil, série 3, v. 8, 1998.
  29. SICK, H. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
  30. SOARES, C. E. L. A negregada instituição: os capoeiras na corte imperial 1850-1890. Rio de Janeiro: Access, 1999.
  31. SOARES, C. E. L. A capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808-1850). 2. ed. revisada e ampliada. Campinas, SP: Unicamp, Centro de Pesquisa em História Social da Cultura, 2002.
  32. TURAZZI, M. I. (org.). Frederico Guilherme Briggs: negros que vão levar açoutes 1832-1836. In: Tipos e cenas do Brasil Imperial: a litografia Briggs na coleção de Geyer. Petrópolis: Museu Imperial, 2002.
  33. VIEIRA, L. R. Capoeira: tradições e identidades. Revista Praticando Capoeira, ano 3, n. 29, p. 30-31. São Paulo: D+T, 2005.
  34. VIEIRA, L. R.; ASSUNÇÃO, M. R. Mitos, controvérsias e fatos: construindo a história da capoeira. Estudos Afro-Asiáticos, n. 34, p. 81-121, 1998.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.